Gente procurando emprego sem achar
É a parcela de pessoas procurando emprego sem achar. Número mais baixo é melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 3Com Lula, o desemprego caiu quase pela metade, a comida parou de disparar e o salário mínimo voltou a ganhar da inflação. Do outro lado está o filho de um ex-presidente condenado por tentativa de golpe: nunca governou nada e promete indulto ao pai. Aqui, cada número tem fonte.
Domingo25De outubro
O que mudou
O mesmo indicador, medido pelo mesmo órgão, nos quatro anos de Bolsonaro e nos quatro de Lula.
É a parcela de pessoas procurando emprego sem achar. Número mais baixo é melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 3É quanto a comida subiu no ano. Número mais baixo é melhor; negativo quer dizer que os preços caíram.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 2É o salário mínimo já descontada a inflação, ou seja, o que ele realmente compra. Número mais alto é melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 1Quanto menor o número, melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 2Número mais alto é melhor. Negativo quer dizer que a economia encolheu naquele ano.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 2Quanto menor o número, melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 4São os assassinatos para cada 100 mil moradores. Número mais baixo é melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 3É a colocação entre 180 países: 1º é onde a imprensa é mais livre. Número mais baixo é melhor.
› Ver o gráfico ano a anoFontes · 3Lembra como era?
Flávio se apresenta como herdeiro do pai. Então vale lembrar o que o pai fez quando governou. Toque para ler.
Em 20 de março de 2020, o então presidente disse que 'depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar'; em 24 de março, em pronunciamento em rede nacional, afirmou que, se fosse contaminado, seria 'quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho' e defendeu o fim das restrições de circulação adotadas pelos estados. Em outubro de 2020, um dia depois de o ministro Eduardo Pazuello anunciar a intenção de comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, Bolsonaro escreveu que a vacina não seria comprada e que 'o povo brasileiro não será cobaia de ninguém'; no fim de 2020, ao falar do contrato da Pfizer, disse 'se você virar um jacaré, é problema seu'. O jornal Estado de Minas registrou que as falas contrariavam alertas de cientistas sobre isolamento e máscaras. Bolsonaro negou depois ter usado a palavra 'gripezinha' ('não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma') e disse que a frase do jacaré foi uma hipérbole distorcida pela imprensa; à CPI da Covid, Pazuello afirmou que a postagem foi uma manifestação política e que não recebeu ordem para cancelar a compra. O lado judicial (relatório da CPI e inquéritos) está em outro item do site.
No governo Bolsonaro, pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação foram negados com imposição de sigilo de até 100 anos, entre eles o cartão de vacinação do presidente, o processo administrativo contra o ex-ministro Eduardo Pazuello, as visitas dos filhos do presidente ao Palácio do Planalto e os gastos com motociatas. A Presidência justificou o sigilo do cartão de vacinação dizendo que os dados 'dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem' do presidente. No dia da posse, em 1º de janeiro de 2023, Lula determinou a revisão desses sigilos; em fevereiro, a Controladoria-Geral da União anunciou que reavaliaria 234 negativas, que chamou de indevidas, e informou que 64,5 mil pedidos haviam sido negados em quatro anos sob o argumento de segurança.
'Orçamento secreto' é o nome dado pelo jornal O Estado de S. Paulo às emendas de relator (RP9), criadas em 2019 e aplicadas a partir de 2020, que permitiam destinar verbas federais sem identificar o parlamentar que pediu o gasto. Segundo o Projeto Comprova, em texto publicado pela CNN Brasil, o mecanismo foi usado para negociar apoio no Congresso e somou R$ 65,1 bilhões destinados no governo Bolsonaro; o TCU apontou risco de uso eleitoral e falta de transparência. Bolsonaro disse em 2022 que vetou o mecanismo e que o Congresso derrubou o veto, e que não indicava 'um só centavo' dessas verbas; o Comprova classificou a afirmação como enganosa, porque ele vetou um trecho da lei orçamentária de 2020, mas depois enviou ao Congresso texto que criou a emenda. Em 19 de dezembro de 2022, o STF declarou o mecanismo inconstitucional por 6 votos a 5, por violar os princípios da publicidade e da impessoalidade; os cinco ministros vencidos defendiam manter as emendas com mais transparência.
Em 2021, Bolsonaro afirmou repetidas vezes que as urnas eletrônicas já haviam sido fraudadas e que teria vencido a eleição de 2018 no primeiro turno; segundo o Poder360, ele prometeu apresentar provas em uma transmissão ao vivo e, na ocasião, disse que não as tinha, passando a falar em 'indícios'. Em 10 de agosto de 2021, a Câmara rejeitou a PEC 135/2019, do voto impresso: foram 229 votos a favor e 218 contra, quando eram necessários 308. Deputados de oposição disseram que as urnas são auditáveis e compararam o discurso ao de Donald Trump; aliados do governo defenderam que o voto impresso daria mais transparência. No dia seguinte, Bolsonaro disse que o placar sinalizava 'uma eleição onde não vai se confiar no resultado das apurações', afirmou que parte dos deputados 'votou chantageada' e declarou: 'Não tenho provas para falar aqui'. A condenação no TSE pela reunião com embaixadores de 2022 está em outro item do site.
O Aos Fatos registrou 6.675 declarações falsas ou distorcidas de Jair Bolsonaro nos quatro anos de mandato, média de 4,6 por dia. Um texto posterior da mesma agência cita 6.685. A contagem inclui repetições e só existiu para Bolsonaro.
Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, em ação que englobou os atos de 8 de janeiro de 2023. A acusação (PGR) sustentou que ele liderou uma organização para impedir a posse do presidente eleito em 2022; a defesa negou participação, alegou falta de provas e fala em perseguição política. A condenação transitou em julgado em 25 de novembro de 2025, dias depois de Alexandre de Moraes revogar a prisão domiciliar cautelar (22/11/2025), segundo a decisão, por tentativa de violar a tornozeleira eletrônica; ele ficou na Superintendência da PF e, a partir de 15/01/2026, na Papudinha. Em 24 de março de 2026 foi autorizada prisão domiciliar humanitária por 90 dias, mantida por tempo indeterminado em 3 de julho de 2026, com restrições a visitas e a manifestações político-eleitorais. A Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de maio de 2026 após derrubada de veto e que poderia reduzir a pena, teve a aplicação suspensa por Moraes até o STF julgar as ações que contestam sua constitucionalidade.
Do outro lado
Tem 45 anos e está em cargo eletivo desde os 21. O que esse tempo todo deixou:
Nunca foi prefeito, governador nem ministro. Não há um resultado de governo dele para avaliar.
Em quase oito anos de Senado, nenhuma lei saiu de proposta em que ele é o primeiro autor.
Deputado estadual no Rio de 2003 a 2019 e senador desde então. Virou candidato porque o pai está inelegível.
Investigação aberta após relatório do Coaf apontar movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio na Alerj. O MP-RJ apurou suposto recolhimento de parte dos salários de servidores do gabinete entre 2007 e 2018 e denunciou o senador em 2020. As provas foram anuladas pelo STJ e pelo STF por questões processuais e a denúncia foi rejeitada sem exame de mérito.
Como deputado estadual, Flávio concedeu em 2005 a Medalha Tiradentes ao então policial Adriano da Nóbrega, que depois foi apontado pelo Ministério Público como chefe de milícia e morreu em fevereiro de 2020. A mãe e a ex-mulher de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj, e o MP-RJ investigou se parte dos salários delas alimentava a 'rachadinha'. Envolvimento pessoal apurado: as homenagens e as nomeações são fatos reconhecidos; Flávio diz ter homenageado 'centenas de policiais' e nega relação com milícias. Jair Bolsonaro disse ter pedido ao filho que concedesse a medalha. Não há condenação de Flávio por esses fatos.
Reportagem da Folha de S.Paulo, reproduzida pelo Poder360 em janeiro de 2019, apontou a aquisição de dois apartamentos por R$ 4,2 milhões entre 2014 e 2017 e 48 depósitos em espécie de R$ 2 mil (R$ 96 mil) em sua conta na agência da Alerj em 2017, identificados pelo Coaf. O MP-RJ também apontou pagamentos em espécie na compra de dois imóveis em Copacabana em 2012. Em 2026, petição ao MP-RJ citou registros de acesso a um cofre bancário na véspera dessa compra. Envolvimento pessoal: as transações são dele e de sua esposa; Flávio afirma que os depósitos decorreram de parte recebida em espécie na venda de um imóvel e nega irregularidades. Transações em espécie não são crime por si só, e a acusação de lavagem não chegou a ser julgada.
Mensagens e áudios divulgados em maio de 2026 mostraram Flávio pedindo ao então controlador do Banco Master recursos para a cinebiografia do pai. Reportagens posteriores relataram viagem em janeiro de 2025 em jato do qual Vorcaro era cotista. Envolvimento pessoal: Flávio admite ter pedido o patrocínio e nega contrapartida; é formalmente investigado no STF desde julho de 2026, sem indiciamento ou denúncia conhecidos.
Em 9/7/2025, cerca de seis horas depois de Donald Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros citando o tratamento dado a Jair Bolsonaro, Flávio publicou no X, em inglês, um agradecimento a Trump e o pedido de aplicação da Lei Magnitsky, ao compartilhar postagem do irmão Eduardo. Envolvimento pessoal: a publicação é dele. Em 28/8/2026, no Jornal Nacional, disse que Eduardo "errou de agradecer com relação às tarifas"; em 2026 pediu por escrito aos EUA a suspensão das tarifas e passou a afirmar que a tarifa "é do Lula".
A Câmara aprovou em 27/5/2026, por 461 a 19 e com orientação favorável do líder do PL, a PEC que reduz a jornada para 40 horas com duas folgas semanais. Flávio classificou a discussão como "legítima, porém inoportuna e eleitoreira", disse que o texto "vai gerar desemprego em massa" e, no dia seguinte, assinou como coautor a PEC 12/2026, de Rogério Marinho, que cria regime por horas trabalhadas, com 13º, férias e FGTS proporcionais e prevalência do contrato individual sobre o acordo coletivo. Envolvimento pessoal: a nota e a assinatura são dele; em 2/9/2026 estava ausente quando a CCJ do Senado aprovou a PEC da 6x1 e, segundo a Agência Brasil, evitou dizer como votaria; a Agência O Globo relatou que ele e aliados são contra votar o tema antes do 2º turno. Flávio afirma defender "a liberdade do trabalhador" de escolher a própria jornada, com direitos preservados. O plano de governo dele não menciona a escala 6x1.
Em 18/7/2026, em evento do PL em Vitória, ao defender que agressores fiquem mais tempo presos, Flávio disse: "Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres". Em 31/5/2023, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, anunciou voto contrário ao projeto de igualdade salarial entre mulheres e homens, alegando que a proposta não seria efetiva e aumentaria a judicialização, e declarou ser favorável à igualdade salarial. Levantamento da Agência Pública contou três propostas sobre segurança das mulheres entre as apresentadas por ele de 2003 a 2026; o gabinete respondeu que a proteção às vítimas de violência é uma das principais bandeiras do senador.
Em 6/10/2026, em Goiânia, dois dias após o 1º turno, Flávio disse que o país lhe deu "um Congresso muito mais à direita", com maioria nas duas Casas "para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição". No dia seguinte, depois das críticas, disse que se referia a mudanças que dependem de emenda constitucional: reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição; não detalhou quais dispositivos sobre o Judiciário pretende alterar. Emendas constitucionais exigem 308 deputados e 49 senadores em dois turnos; o PL elegeu 121 deputados e terá 28 senadores a partir de 2027.
Flávio foi um dos principais articuladores, no Senado, da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e apoiou o PL da Dosimetria, cujo veto foi derrubado pelo Congresso em 30/04/2026. Na campanha, prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro caso seja eleito. Envolvimento pessoal: trata-se de atuação política e legislativa declarada; não é investigado pelos atos de 8 de janeiro nas fontes localizadas.
O que vem agora
De um lado, o que virou lei ou programa neste mandato. Do outro, o que está escrito no plano registrado no TSE: 243 propostas em 84 páginas.
Lei nº 15.270, sancionada em 26/11/2025, isentou do IRPF rendimentos de até R$ 5.000 mensais a partir de janeiro de 2026, com desconto parcial até R$ 7.350 e tributação mínima de até 10% para rendas anuais a partir de R$ 600 mil.
Lei nº 14.663, sancionada em 28/8/2023, restabeleceu política permanente de reajuste do salário mínimo a partir de 2024 e ampliou a isenção do IRPF para rendimentos de até R$ 2.640 mensais.
Lei nº 14.601, publicada em 20/6/2023 (conversão da MP 1.164/2023), recriou o programa com R$ 142 por integrante, piso de R$ 600 por família e adicionais por criança.
Lançado em 11/8/2023; segundo a Agência Brasil, prevê R$ 371 bilhões em investimento público federal em quatro anos, além de recursos de estatais, financiamentos e setor privado.
Emenda Constitucional nº 132, promulgada pelo Congresso em 20/12/2023 a partir de proposta apoiada pelo governo, reformou a tributação sobre o consumo.
Em 9/7/2025 o presidente dos EUA anunciou tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, em vigor desde 6/8/2025 (com cerca de 700 produtos excetuados). O governo lançou em 13/8/2025 o Plano Brasil Soberano (R$ 30 bilhões em crédito), acionou a OMC em 6/8/2025 e iniciou procedimento com base na Lei da Reciprocidade.
Prioriza o fim da escala 6x1 e a jornada de 40 horas, a regulação do trabalho por plataformas, o combate à pejotização, a revisão de pontos da legislação trabalhista e o fortalecimento da negociação coletiva e da qualificação profissional.
Ver as propostas no plano →Compromete-se a continuar a política de valorização real do salário mínimo, tratada como instrumento de distribuição de renda e combate à pobreza.
Ver as propostas no plano →Defende o fortalecimento do SUS público e universal, com expansão da atenção básica, redução de filas na atenção especializada (Agora Tem Especialistas), saúde digital, prontuário único, fila única e rede de cuidado ao câncer.
Ver as propostas no plano →Promete manter o Farmácia Popular gratuito e incluir exames, ampliar a cobertura vacinal e incorporar novas vacinas, e fortalecer a produção nacional de medicamentos e insumos pelo complexo industrial da saúde.
Ver as propostas no plano →Promete manter e ampliar o Minha Casa Minha Vida, a urbanização de favelas, o uso de imóveis da União para moradia, o transporte coletivo e a adaptação das cidades às mudanças climáticas.
Ver as propostas no plano →Promete manter e fortalecer o Pé-de-Meia e continuar a expansão dos institutos federais, com prioridade ao interior e às periferias.
Ver as propostas no plano →Para você
Escolha o que você faz e veja o que o plano de Lula promete para a sua rotina e o que o plano de Flávio deixa de fora.
Quem trabalha para alguém ou por conta
Quem tem negócio
Cultura, eventos e internet
Agora é com você
Flávio saiu na frente no 1º turno. A distância cabe, com folga, em quem não foi votar e em quem votou em outro candidato.
45,16% a 47,03% dos votos válidos no 1º turno.
Quinze vezes a diferença. Levar uma pessoa até a seção já muda a conta.
Esses votos estão em disputa agora. Quatro vezes a diferença.
Onde falta voto e como ajudar →
Resultado oficial do 1º turno, TSE. Dados do site atualizados em 14 de outubro de 2026.