Do outro lado
Os Bolsonaro na Justiça e na política
Flávio pede o seu voto dizendo que é a continuação do pai. Esta é a família que voltaria ao Planalto. Situação de cada caso apurada até 14 de outubro de 2026.
Como ler. Cada item diz o que aconteceu, em que pé está na Justiça e o que Flávio tem a ver com o assunto. Investigação e denúncia não são condenação: quando alguém foi condenado, está escrito; quando não foi, também.
O candidato
Flávio em números
Quase 24 anos de mandato, nenhum cargo de governo e nenhuma lei de autoria dele. Os números do Senado e do TSE.
Deputado estadual no Rio de 2003 a 2019 e senador desde então. Foi eleito pela primeira vez aos 21 anos.
Nunca foi prefeito, governador nem ministro. A única vez que disputou um cargo de governo antes de 2026 foi a prefeitura do Rio, em 2016, com 424.307 votos: não foi eleito.
Em quase oito anos de Senado. Como coautor, assinou propostas que viraram norma, entre elas a emenda que tira o IPVA de veículos com 20 anos ou mais (EC 137/2025) e uma lei de microcrédito (Lei 15.364/2026).
Entre projetos de lei e propostas de emenda à Constituição em que é o primeiro autor, só 2 chegaram à Câmara; 34 esperam até hoje um relator no Senado.
Relatou sobretudo projetos de endurecimento penal e porte de arma, como o fim das saídas temporárias de presos. Preside a Comissão de Segurança Pública desde 2025.
Eram cerca de R$ 385 mil em 2006: 21 vezes mais em 20 anos de mandato, pelos valores declarados à Justiça Eleitoral, sem correção pela inflação.
Resumo
A família em três números
Jair Bolsonaro foi condenado em definitivo por tentativa de golpe de Estado e está inelegível. Flávio promete indulto.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF por articular nos Estados Unidos tarifas e sanções contra o Brasil para tentar livrar o pai.
Entre eles o inquérito no STF sobre o dinheiro do Banco Master no filme do pai. Na rachadinha, foi denunciado e nunca julgado.
O candidato
Flávio na Justiça, no Senado e no TSE
Toque para ver o que diz a acusação, o que diz a defesa e a situação de hoje.
Denúncia/ação rejeitadaDenúncia · 2018–2025Caso das 'rachadinhas' no gabinete da Alerj
Investigação aberta após relatório do Coaf apontar movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio na Alerj. O MP-RJ apurou suposto recolhimento de parte dos salários de servidores do gabinete entre 2007 e 2018 e denunciou o senador em 2020. As provas foram anuladas pelo STJ e pelo STF por questões processuais e a denúncia foi rejeitada sem exame de mérito.
Mais sobre o caso
Fatos adicionais confirmados: (1) em março de 2019, Fabrício Queiroz declarou por escrito ao MP-RJ que recolhia parte dos salários de assessores para pagar colaboradores informais ("multiplicação dos assessores de base eleitoral") e que Flávio não sabia; (2) Queiroz foi preso em 18/6/2020 em imóvel do advogado Frederick Wassef, que atuava para Flávio, em Atibaia (SP); (3) sobre o cheque de R$ 24 mil a Michelle Bolsonaro citado pelo Coaf, Jair Bolsonaro disse em 7/12/2018 que foram R$ 40 mil em dez cheques, quitação de empréstimo pessoal a Queiroz. Desfecho inalterado (denúncia rejeitada sem exame de mérito).
- Situação hoje
- Foi denunciado em 2020; a denúncia foi rejeitada em 2022 por falta de justa causa após a anulação das provas. Não é réu nem foi julgado no mérito — não houve absolvição nem condenação. Não há nova denúncia nem investigação reaberta confirmada até outubro de 2026.
- O que diz a acusação
- O MP-RJ sustentou que Flávio liderava organização criminosa que desviou cerca de R$ 6 milhões da Alerj por meio de assessores que devolviam parte dos salários a Queiroz, e que os valores foram ocultados em transações imobiliárias em espécie e em uma loja de chocolates. Imputou peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa a ele e a outras 16 pessoas.
- O que diz a defesa
- Flávio nega os crimes. A defesa afirmou que a denúncia era 'desprovida de qualquer indício de prova', com vícios processuais e erros matemáticos; sustentou que a investigação deveria ter tramitado no Órgão Especial do TJ-RJ, e não na primeira instância, e que os relatórios do Coaf foram obtidos de forma irregular. O senador atribuiu o caso a perseguição de 'alguns poucos membros' do MP-RJ. Após 2022, a defesa passou a afirmar que o caso está encerrado.
- O que a Justiça decidiu
- Nov/2018: início das apurações a partir do relatório do Coaf. Mai/2019: juiz Flávio Itabaiana (27ª Vara Criminal) autoriza quebras de sigilo. Jun/2020: 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ reconhece foro no Órgão Especial. 19/10/2020: MP-RJ oferece denúncia (divulgada em 04/11/2020). 23/02/2021: 5ª Turma do STJ anula, por maioria, as decisões de quebra de sigilo bancário e fiscal por falta de fundamentação. Mar/2021: a mesma turma considera legal o compartilhamento de dados do Coaf. 09/11/2021: 5ª Turma do STJ, por 4 a 1, anula todas as decisões do juiz de primeira instância por incompetência. 30/11/2021: 2ª Turma do STF, por 3 a 1, anula quatro dos cinco relatórios do Coaf (produzidos a pedido do MP sem supervisão judicial), declara imprestáveis as provas deles derivadas e mantém o foro no TJ-RJ. 16/05/2022: Órgão Especial do TJ-RJ, a pedido do próprio MP-RJ, rejeita a denúncia por falta de justa causa, registrando que a decisão não impede a retomada das investigações. Fev/2023: MP-RJ recorre para retomar o caso. 26/02/2025: ministro Gilmar Mendes (STF) nega os dois recursos do MP-RJ, afirmando, entre outros pontos, que as anulações não impedem nova denúncia baseada em provas válidas. 29/09/2026: Grupo Prerrogativas e deputado Rui Falcão (PT-SP) pedem ao MP-RJ a reabertura; não foi localizada resposta do MP-RJ.
Fontes · 14
- Agência Brasil · 2020 — MP do Rio denuncia 17 investigados por lavagem de dinheiro e peculato ↗
- Conjur · 2021 — STJ anula quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro por 'rachadinha' ↗
- CNN Brasil · 2021 — STJ anula decisões contra Flávio Bolsonaro no caso das 'rachadinhas' ↗
- Conjur · 2021 — Supremo anula relatórios do Coaf sobre Flávio Bolsonaro ↗
- Conjur · 2022 — TJ-RJ arquiva denúncia contra Flávio Bolsonaro por 'rachadinha' ↗
- Agência Brasil (Radioagência Nacional) · 2022 — Justiça do Rio arquiva denúncia de 'rachadinhas' de Flávio Bolsonaro ↗
- Poder360 · 2022 — Justiça arquiva denúncia contra Flávio Bolsonaro por 'rachadinhas' ↗
- Poder360 · 2025 — Gilmar nega pedido para reabrir ação contra Flávio por 'rachadinha' ↗
- Gazeta do Povo · 2025 — Gilmar Mendes nega reabertura do caso das 'rachadinhas' de Flávio Bolsonaro ↗
- CartaCapital · 2025 — O que aconteceu com o caso da 'rachadinha' de Flávio Bolsonaro, suposto candidato em 2026 ↗
- Correio Braziliense · 2026 — Prerrogativas pede ao MP-RJ a reabertura do caso das rachadinhas envolvendo Flávio ↗
- Gazeta do Povo (com Folhapress) · 2019 — Queiroz admite que ficava com salário de assessores de Flávio Bolsonaro ↗
- CNN Brasil · 2020 — Queiroz foi preso em imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro ↗
- Agência Brasil · 2018 — Dinheiro para Michelle foi quitação de empréstimo, diz Jair Bolsonaro ↗
Investigação em andamentoInvestigação · 2026–2026Inquérito no STF sobre o financiamento do filme 'Dark Horse' (caso Banco Master)
A pedido da PF e com aval da PGR, o ministro André Mendonça autorizou em julho de 2026 uma apuração sigilosa, vinculada ao Inquérito 5026 (fraudes no Banco Master), sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro, com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A existência do procedimento tornou-se pública em 10/09/2026, quando o relator levantou o sigilo de outros autos do caso Master.
Mais sobre o caso
Segundo documentos revelados pelo Intercept e reproduzidos pela CNN, Flávio negociou repasse de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências. Resposta de Flávio: "Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro". Situação formal inalterada: investigado, sem denúncia.
- Situação hoje
- Investigado. Não há registro de indiciamento nem de denúncia até 07/10/2026.
- O que diz a acusação
- Segundo o pedido da PF, apuram-se, em tese, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos. Relatórios policiais apontam que Flávio pediu US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) a Vorcaro para o filme, dos quais parte teria sido paga e remetida a um fundo nos Estados Unidos, e que ele cobrou parcelas atrasadas em setembro de 2025. Investiga-se também se parte dos recursos beneficiou Eduardo Bolsonaro.
- O que diz a defesa
- Flávio nega irregularidades. Não contesta a autenticidade dos áudios em que pede recursos e afirma que se tratou de patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, sem oferta de contrapartida ('um filho procurando patrocínio'), e que o valor foi integralmente investido na produção. O coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, disse não haver fato novo. Eduardo Bolsonaro nega ter recebido repasses.
- O que a Justiça decidiu
- Mai/2026: reportagem do Intercept Brasil divulga mensagens e áudios. 22/07/2026: Flávio é incluído como investigado (data informada pela Agência Brasil). 03/09/2026: PGR fecha acordo de colaboração com o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado como responsável por repasses; o acordo foi homologado por Mendonça, segundo a Agência Brasil. 10/09/2026: levantamento de sigilo torna pública a investigação, cujo conteúdo segue sigiloso. 12/09/2026: divulgados trechos de relatórios da PF sobre as cobranças.
Fontes · 7
- Agência Brasil · 2026 — Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse ↗
- Agência Brasil (Radioagência Nacional) · 2026 — Caso Dark Horse: documentos mostram Flávio Bolsonaro como investigado ↗
- Poder360 · 2026 — Flávio é investigado no STF por financiamento do 'Dark Horse' ↗
- Agência Brasil · 2026 — PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse ↗
- CNN Brasil · 2026 — Dark Horse: PGR fecha delação com empresário ligado a fundo nos EUA ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio Bolsonaro será oficializado hoje como candidato do PL em convenção ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio pediu R$ 134 mi a Vorcaro para filme de Bolsonaro, diz Intercept ↗
Citado, sem investigação formalOutro · 2026–2026Inquérito das emendas ligadas ao 'Dark Horse' (Operação Make Up) e arguição de suspeição de Flávio Dino
O ministro Flávio Dino relata apuração sobre emendas de R$ 2 milhões do deputado Mario Frias (PL-SP) a instituto ligado à produtora do filme 'Dark Horse'; a PF cumpriu 49 mandados em 10/09/2026. Flávio Bolsonaro pediu a suspeição de Dino para atuar nesse caso e em ações eleitorais que o envolvem.
- Situação hoje
- Não consta como investigado no inquérito das emendas; foi autor de arguição de suspeição rejeitada.
- O que diz a acusação
- A apuração trata de possível desvio de recursos de emendas parlamentares; os alvos noticiados são Mario Frias e a responsável pela produtora. As fontes não apontam Flávio como investigado nesse inquérito.
- O que diz a defesa
- Flávio afirma haver perseguição política e uso seletivo da investigação; alegou que Dino tem ligação pessoal com o presidente Lula. O gabinete de Dino respondeu que o ministro não se manifesta sobre assuntos político-partidários.
- O que a Justiça decidiu
- 10/09/2026: Operação Make Up. 01/10/2026: Fachin nega seguimento à arguição de suspeição apresentada por Flávio (despacho sob segredo de justiça).
Investigação em andamentoInvestigação · 2026–2026Inquérito no STF por suposta calúnia contra Lula (postagem de 03/01/2026)
Inquérito aberto a partir de representação do Ministério da Justiça para apurar postagem no X em que Flávio, após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, escreveu 'Lula será delatado' ao lado de referências a tráfico internacional de drogas e armas e lavagem de dinheiro.
- Situação hoje
- Investigado. A PF apontou indícios de calúnia em relatório final (uma legenda do Poder360 usa o termo 'indiciado', o corpo das reportagens não); a PGR não ofereceu denúncia até a última informação localizada (julho de 2026).
- O que diz a acusação
- A PF concluiu, em relatório enviado ao STF em junho de 2026, haver indícios de que o senador imputou falsamente a Lula crimes de tráfico internacional de drogas e de armas e lavagem de dinheiro (calúnia, arts. 138 e 141 do Código Penal).
- O que diz a defesa
- A defesa nega o crime: afirma que a segunda parte da frase se referia a Maduro, e não a Lula; que dizer que alguém 'será delatado' não imputa fato criminoso; que a comparação entre Lula e Maduro é crítica política protegida pela liberdade de expressão; e que a PF concluiu a apuração sem ouvir o senador e negou diligências pedidas.
- O que a Justiça decidiu
- Mai/2026: a PF nega pedidos de oitiva de testemunhas feitos pela defesa; Moraes rejeita o recurso. 26/06/2026: a PF envia relatório final e Moraes abre prazo para a PGR. 06/07/2026: a PGR pede que o inquérito volte à PF para ouvir o senador, citando a possibilidade de retratação, e não se pronuncia sobre denúncia. 28/07/2026: em vez de depor, Flávio apresenta esclarecimentos por escrito ao STF. Não foi localizada manifestação posterior da PGR.
Fontes · 3
- Diário do Grande ABC (conteúdo de agência) · 2026 — Moraes dá 15 dias para a PGR se manifestar sobre conclusão da PF de que Flávio caluniou Lula ↗
- Poder360 · 2026 — PGR quer que a PF ouça Flávio em investigação por calúnia contra Lula ↗
- O Povo · 2026 — Flávio Bolsonaro apresenta esclarecimentos por escrito em inquérito e nega calúnia contra Lula ↗
Pedido pendente de decisãoOutro · 2026–2026Pedido de inclusão no inquérito sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA (Inq. 4995)
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao STF, em maio de 2026, que Flávio e Jair Bolsonaro fossem incluídos no inquérito que apurava coação no curso do processo por Eduardo Bolsonaro, para investigar se recursos destinados ao filme 'Dark Horse' custearam a permanência de Eduardo nos Estados Unidos.
- Situação hoje
- Alvo de pedido de terceiro; não foi incluído como investigado no Inq. 4995 segundo as fontes localizadas. Não foi denunciado nem condenado no caso da atuação de Eduardo nos EUA.
- O que diz a acusação
- A petição pedia quebras de sigilo de Flávio e Jair, retenção do passaporte do senador e bloqueio de bens. Trata-se de notícia-crime de parlamentar adversário, não de imputação do Ministério Público.
- O que diz a defesa
- Flávio afirmou que os pedidos de recursos a Vorcaro foram regulares, de natureza privada e anteriores às suspeitas contra o banqueiro.
- O que a Justiça decidiu
- 26/05/2026: Moraes pede parecer da PGR em cinco dias, sem decidir o mérito. 22/06/2026: a PGR defende que a notícia-crime seja redistribuída ao ministro André Mendonça, por conexão com o caso Master. Os fatos passaram a ser apurados no procedimento relatado por Mendonça. Eduardo Bolsonaro — e não Flávio — foi condenado pela 1ª Turma em 16/06/2026 por coação no curso do processo.
Representação em andamentoConselho de Ética · 2020–2026Conselho de Ética do Senado – representação de PT, PSOL e Rede (PCE 1/2020)
Representação por quebra de decoro apresentada em fevereiro de 2020, com base em alegada ligação com milícias do Rio de Janeiro e no caso das rachadinhas, aditada em maio de 2020 após as declarações de Paulo Marinho.
- Situação hoje
- Representado em processo disciplinar admitido em 2024 e sem deliberação desde então.
- O que diz a acusação
- Os partidos alegam 'ligação forte e longeva com as milícias', funcionários fantasmas, rachadinha e lavagem de dinheiro, e pedem a perda do mandato.
- O que diz a defesa
- Flávio nega relação com milícias e as demais acusações. Parecer da Advocacia do Senado de agosto de 2020 recomendou arquivamento preliminar, sem análise de mérito, porque os fatos são anteriores ao mandato de senador.
- O que o Conselho de Ética decidiu
- Ago/2020: parecer da Advocacia do Senado pelo arquivamento. 14/06/2023: análise adiada. 09/07/2024: o Conselho admite a petição, converte-a em representação e sorteia o senador Dr. Hiran (PP-RR) como relator. Desde julho de 2024 o Conselho não realizou novas deliberações, segundo o Poder360 (set/2026).
Fontes · 4
- CNN Brasil · 2020 — Parecer diz que Flávio Bolsonaro não deve ser investigado no Conselho de Ética ↗
- Agência Brasil · 2023 — Conselho de Ética abre processo contra cinco senadores ↗
- Agência Senado · 2024 — Conselho de Ética aceita pedidos e abre processos contra cinco senadores ↗
- Poder360 · 2026 — PT aciona Conselho de Ética do Senado contra Flávio Bolsonaro ↗
Pedido pendente de decisãoConselho de Ética · 2026–2026Conselho de Ética do Senado – petições de 2026 (PCE 6/2026, PCE 7/2026 e representação do PT)
PSOL e Rede (PCE 6/2026, de 14/05/2026, aditada em 21/09/2026) e o partido Missão (PCE 7/2026, de 14/05/2026) pediram processo disciplinar por quebra de decoro. Em 02/09/2026 o PT apresentou nova representação sobre o caso 'Dark Horse'.
- Situação hoje
- Petições protocoladas e ainda não admitidas.
- O que diz a acusação
- A representação do PT aponta contradições nas versões do senador sobre a relação com Daniel Vorcaro e sobre os valores e datas dos repasses ao filme. As páginas do Senado sobre as PCEs 6 e 7 não descrevem os fatos alegados.
- O que diz a defesa
- O gabinete do senador não respondeu ao Poder360 sobre a representação do PT. Sobre o caso, Flávio afirma que buscou patrocínio privado sem contrapartida.
- O que o Conselho de Ética decidiu
- As PCEs 6 e 7/2026 constam como 'aguardando designação de membros da comissão'. O Conselho não delibera desde julho de 2024 e não há reunião prevista em 2026, segundo o Poder360.
Multa eleitoralAção eleitoral · 2026–2026TSE – multa por impulsionamento de propaganda negativa contra Lula
Representação da coligação de Lula contra anúncio no Instagram, veiculado de 4 a 18 de setembro de 2026, com a frase 'Lula abandonou o Brasil' e pedido de voto.
- Situação hoje
- Multa eleitoral de R$ 5 mil aplicada em decisão individual de ministro do TSE (sanção de propaganda, não é condenação criminal). Não há informação sobre recurso nas fontes consultadas.
- O que diz a acusação
- Impulsionamento pago de propaganda negativa contra adversário, vedado pela legislação eleitoral.
- O que diz a defesa
- A reportagem não registra manifestação da campanha de Flávio sobre a decisão.
- O que a Justiça decidiu
- 05/10/2026 (divulgação): o ministro André Mendonça, em decisão individual, aplica multa de R$ 5 mil e proíbe novo impulsionamento pago do conteúdo ou de conteúdo equivalente, mas mantém a publicação no ar e nega a proibição genérica de críticas a Lula.
Ação eleitoral em andamentoAção eleitoral · 2026–2026TSE – AIJE sobre rede de perfis no Instagram ('collabs')
Ação apresentada em 19/09/2026 pela coligação de Lula contra Flávio, o vice Alfredo Gaspar e o deputado Mario Frias, sobre suposta rede coordenada de perfis que usaria publicações em colaboração para ampliar o alcance de conteúdo de campanha.
- Situação hoje
- Investigado em AIJE admitida (ação eleitoral cível); sem decisão de mérito.
- O que diz a acusação
- A coligação alega impulsionamento ilícito por meio de 1.826 publicações em colaboração envolvendo 492 perfis, conteúdo de IA sem rotulagem e venda de produtos de campanha sem registro contábil; pede a cassação do registro ou diploma e inelegibilidade por oito anos.
- O que diz a defesa
- Não foi localizada a defesa apresentada nos autos. O relator registrou que a admissão da ação não representa condenação.
- O que a Justiça decidiu
- 22/09/2026: o corregedor admite o processamento, manda notificar os investigados para defesa em cinco dias e determina que a Meta preserve e forneça dados das contas; nega pedidos contra a loja virtual. Sem julgamento de mérito.
O candidato
O que Flávio fez e disse
Votos, declarações, negócios e amizades. São atos dele, com data e fonte.
2003–2020Homenagens a Adriano da Nóbrega e emprego de familiares dele no gabinete
Como deputado estadual, Flávio concedeu em 2005 a Medalha Tiradentes ao então policial Adriano da Nóbrega, que depois foi apontado pelo Ministério Público como chefe de milícia e morreu em fevereiro de 2020. A mãe e a ex-mulher de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj, e o MP-RJ investigou se parte dos salários delas alimentava a 'rachadinha'. Envolvimento pessoal apurado: as homenagens e as nomeações são fatos reconhecidos; Flávio diz ter homenageado 'centenas de policiais' e nega relação com milícias. Jair Bolsonaro disse ter pedido ao filho que concedesse a medalha. Não há condenação de Flávio por esses fatos.
Mais sobre o caso
Datas: a primeira homenagem foi uma moção de louvor em outubro de 2003; a Medalha Tiradentes foi proposta em junho de 2005, quando Adriano estava preso sob acusação de homicídio (ele foi absolvido em novo julgamento em janeiro de 2007). Flávio diz que os policiais "estavam presos injustamente" e que só foi à prisão para entregar a medalha; um ex-colega de cela afirmou que as visitas eram frequentes. A Agência Lupa classificou como falsa a fala de 28/8/2026 de que não havia "nada contra ele nesta época".
Fontes · 6
- Poder360 · 2020 — Bolsonaro diz que Adriano da Nóbrega era 1 'herói' quando foi homenageado ↗
- Agência Senado · 2024 — Conselho de Ética aceita pedidos e abre processos contra cinco senadores ↗
- Exame (Estadão Conteúdo) · 2019 — Ex-PM estava preso quando recebeu homenagem de Flávio Bolsonaro ↗
- Exame · 2020 — Flávio Bolsonaro visitava Adriano na prisão, diz ex-colega de cela ↗
- Metrópoles · 2020 — Flávio Bolsonaro diz que Adriano era inocente quando o homenageou ↗
- Agência Lupa · 2026 — No JN, Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e erra sobre Pix, Dark Horse e ataques às urnas ↗
2015–2021Loja de chocolates (franquia Kopenhagen)
Flávio foi sócio da Bolsotini Chocolates e Café, franqueada da Kopenhagen em um shopping da Barra da Tijuca. O MP-RJ sustentou na denúncia de 2020 que a loja servia para ocultar recursos da 'rachadinha' e que o sócio Alexandre Santini atuaria como interposta pessoa. A franquia foi devolvida ao grupo dono da marca em fevereiro de 2021. Envolvimento pessoal: era sócio e foi denunciado; essa acusação foi alcançada pela anulação das provas e pela rejeição da denúncia em 2022. Flávio nega irregularidades.
2012–2019Compra de imóveis e pagamentos em dinheiro vivo (reportagens)
Reportagem da Folha de S.Paulo, reproduzida pelo Poder360 em janeiro de 2019, apontou a aquisição de dois apartamentos por R$ 4,2 milhões entre 2014 e 2017 e 48 depósitos em espécie de R$ 2 mil (R$ 96 mil) em sua conta na agência da Alerj em 2017, identificados pelo Coaf. O MP-RJ também apontou pagamentos em espécie na compra de dois imóveis em Copacabana em 2012. Em 2026, petição ao MP-RJ citou registros de acesso a um cofre bancário na véspera dessa compra. Envolvimento pessoal: as transações são dele e de sua esposa; Flávio afirma que os depósitos decorreram de parte recebida em espécie na venda de um imóvel e nega irregularidades. Transações em espécie não são crime por si só, e a acusação de lavagem não chegou a ser julgada.
2021–2026Compra de casa em Brasília com financiamento do BRB
Em 2021 Flávio comprou uma casa no Lago Sul por R$ 5,97 milhões, com entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de R$ 3,1 milhões do BRB (banco controlado pelo governo do Distrito Federal) em 360 meses, a 3,65% ao ano. Reportagens apontaram que a renda declarada do casal era inferior à exigida pelo simulador do banco. O MPDFT abriu procedimento em março de 2021 para verificar se as condições diferiam das oferecidas a outros clientes; o resultado não foi localizado. Envolvimento pessoal: é o comprador e tomador do crédito. Flávio disse ter usado recursos da venda de um imóvel e da franquia no Rio; o BRB afirmou tratar-se de operação padrão. A casa aparece na declaração de bens de 2026 por R$ 6,2 milhões.
2025–2026Relação com Daniel Vorcaro e o filme 'Dark Horse'
Mensagens e áudios divulgados em maio de 2026 mostraram Flávio pedindo ao então controlador do Banco Master recursos para a cinebiografia do pai. Reportagens posteriores relataram viagem em janeiro de 2025 em jato do qual Vorcaro era cotista. Envolvimento pessoal: Flávio admite ter pedido o patrocínio e nega contrapartida; é formalmente investigado no STF desde julho de 2026, sem indiciamento ou denúncia conhecidos.
2023–2026Atuação pela anistia do 8 de Janeiro e promessa de indulto ao pai
Flávio foi um dos principais articuladores, no Senado, da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e apoiou o PL da Dosimetria, cujo veto foi derrubado pelo Congresso em 30/04/2026. Na campanha, prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro caso seja eleito. Envolvimento pessoal: trata-se de atuação política e legislativa declarada; não é investigado pelos atos de 8 de janeiro nas fontes localizadas.
2025–2026Condenação de Jair Bolsonaro (pai do candidato) e a vigília de novembro de 2025
A 1ª Turma do STF condenou Jair Bolsonaro, em 11/09/2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A condenação é do pai; Flávio não é réu nem investigado nesse processo. Em 21/11/2025, Flávio convocou uma vigília em frente ao condomínio onde o pai cumpria prisão domiciliar; o ministro Alexandre de Moraes citou a convocação entre os fundamentos da prisão preventiva decretada em 22/11/2025. Flávio afirmou que o ato era de oração e não tinha relação com fuga. Não foi localizada medida ou investigação contra Flávio por esse episódio. A defesa de Jair apresentou pedidos de revisão criminal, que o relator pretende levar a julgamento após o segundo turno.
2025–2026Ações de Eduardo Bolsonaro (irmão) nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, em 16/06/2026, a 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo, por articular tarifas e sanções dos EUA para tentar evitar a condenação do pai. Os atos são do irmão: Flávio não foi denunciado nem condenado nesse caso. Ele classificou a condenação como 'grande injustiça' e 'vingança'. Em fevereiro de 2026, Eduardo defendeu a eleição de Flávio para que concedesse perdão ao pai e a outros condenados. Um pedido de parlamentar para incluir Flávio no inquérito de Eduardo foi encaminhado à PGR em maio de 2026.
Fontes · 4
- Agência Brasil · 2026 — STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio diz que Eduardo foi 'injustiçado' pelo STF e reitera apoio a irmão ↗
- Poder360 · 2026 — Eduardo defende vitória de Flávio para dar perdão a Jair Bolsonaro ↗
- Congresso em Foco · 2026 — Moraes oficia PGR sobre inclusão de Jair e Flávio em ação de Eduardo ↗
2025–2026Agradecimento a Trump após o anúncio da tarifa de 50% (2025)
Em 9/7/2025, cerca de seis horas depois de Donald Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros citando o tratamento dado a Jair Bolsonaro, Flávio publicou no X, em inglês, um agradecimento a Trump e o pedido de aplicação da Lei Magnitsky, ao compartilhar postagem do irmão Eduardo. Envolvimento pessoal: a publicação é dele. Em 28/8/2026, no Jornal Nacional, disse que Eduardo "errou de agradecer com relação às tarifas"; em 2026 pediu por escrito aos EUA a suspensão das tarifas e passou a afirmar que a tarifa "é do Lula".
Fontes · 4
- SBT News · 2026 — Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025 ↗
- Poder360 · 2025 — Leia a íntegra da carta de Trump a Lula impondo tarifa de 50% ↗
- Poder360 · 2026 — Flávio pediu suspensão de tarifaço e propôs negociar se vencer ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio diz esperar que governo Trump atenda pedido contra tarifaço ↗
2026Carta a Marco Rubio e comentário escrito ao USTR sobre o tarifaço (Pix, Mercosul, terras raras)
Em 2/6/2026 Flávio enviou ofício ao secretário de Estado dos EUA pedindo que não fossem impostas tarifas e colocando sua "equipe de transição" à disposição caso eleito; em 1º/7/2026 protocolou comentário no órgão de comércio americano (USTR), como senador, líder de oposição e pré-candidato. No documento, contestou a queixa contra o Pix e pediu a suspensão da medida com 180 dias de negociação, mas ofereceu como "sinal decisivo" um compromisso legislativo de não interligar o Pix a arranjos internacionais "não ocidentais", considerou procedentes pontos sobre patentes e ordens judiciais a plataformas, afirmou que o Brasil busca se libertar de amarras do Mercosul e listou, num anexo de "hostilidade pública aos EUA", a não assinatura de um acordo de terras raras pelo governo Lula. Envolvimento pessoal: os documentos são assinados por ele. Flávio afirma que "ninguém vai mexer no Pix", que o uso interno não muda e que "o Brasil não pode brigar com os Estados Unidos"; Lula disse que "o Pix é do Brasil". A tarifa de 25% foi aplicada pelos EUA em julho de 2026.
Fontes · 8
- Gabinete do senador Flávio Bolsonaro, via Poder360 · 2026 — Ofício-Ext nº 008/2026-GSFB ao secretário de Estado Marco Rubio (íntegra, em inglês) ↗
- Gabinete do senador Flávio Bolsonaro, via Poder360 · 2026 — Comentário escrito de Flávio Bolsonaro ao USTR, processo USTR-2026-0331 (íntegra, em inglês) ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio propõe aos EUA barrar Pix de sistemas "não-ocidentais" ↗
- Metrópoles · 2026 — Aos EUA, Flávio critica Mercosul e defende empresas de cartões de crédito ↗
- Poder360 · 2026 — "Pix é do Brasil, Pix é do Bolsonaro", afirma Flávio ↗
- CNN Brasil · 2026 — Terras raras: se eleito, Flávio diz que fará parcerias estratégicas com EUA ↗
- CNN Brasil · 2026 — "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", diz Lula após relatório dos EUA ↗
- Federal Register (EUA) · 2026 — Notice of Action: Section 301 Investigation of Brazil (tarifa de 25%) ↗
2004–2026Declarações de 2007 sobre milícias e homenagem ao major Ronald Pereira (2004)
Como deputado estadual, Flávio apresentou em 2004 moção de louvor ao então policial Ronald Paulo Alves Pereira, que em 2021 foi condenado por comandar milícia e, em fevereiro de 2026, pelo STF a 56 anos pelos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes. Em 2007, disse na Alerj que "não se pode simplesmente estigmatizar as milícias" e as chamou de "novo tipo de policiamento". Envolvimento pessoal: a moção e as falas são dele; a homenagem é anterior às acusações de milícia, e não há investigação contra Flávio por esses atos. Em 2019 ele afirmou: "Eu sou contra milícias, só que nesse momento (em 2007) estava começando uma discussão sobre o que era isso"; diz ter dado "centenas" de homenagens a policiais e, em 2026, propôs classificar milícias como organizações terroristas. A Agência Lupa classificou como falsa sua afirmação de que não havia "nada contra" Adriano da Nóbrega na época das homenagens.
Fontes · 6
- Exame · 2019 — Em 2004, Flávio homenageou suspeito de envolvimento na morte de Marielle ↗
- Conjur · 2026 — STF condena irmãos Brazão por mandarem matar Marielle Franco ↗
- Terra · 2007 — Deputado quer legalizar milícias no Rio ↗
- Exame (Estadão Conteúdo) · 2019 — Ex-PM estava preso quando recebeu homenagem de Flávio Bolsonaro ↗
- Agência Lupa · 2026 — No JN, Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e erra sobre Pix, Dark Horse e ataques às urnas ↗
- Metrópoles · 2026 — Flávio Bolsonaro defende tratar milícias como organizações terroristas ↗
2023–2026Emenda ao instituto Ifop e mensagens entre assessora e Robson Calixto ("Peixe")
Reportagens de setembro de 2026 mostraram que, em outubro e novembro de 2023, Robson Calixto Fonseca — condenado pelo STF em 2026 a nove anos por organização criminosa no processo do caso Marielle — pediu a uma secretária parlamentar do gabinete de Flávio uma emenda para o instituto Ifop, no Rio; o gabinete destinou R$ 199.999,79 à entidade. A Polícia Federal investiga suspeita de desvio de emendas, tendo a assessora e Calixto como investigados. Envolvimento pessoal: a emenda é do mandato de Flávio, mas ele não foi alvo da operação nem é investigado nesse caso, segundo as reportagens. Em nota, o senador disse que a emenda seguiu a lei e que "a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar"; não comentou os diálogos.
2023–2026Declarações e votos sobre políticas para mulheres (Lei Maria da Penha e igualdade salarial)
Em 18/7/2026, em evento do PL em Vitória, ao defender que agressores fiquem mais tempo presos, Flávio disse: "Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres". Em 31/5/2023, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, anunciou voto contrário ao projeto de igualdade salarial entre mulheres e homens, alegando que a proposta não seria efetiva e aumentaria a judicialização, e declarou ser favorável à igualdade salarial. Levantamento da Agência Pública contou três propostas sobre segurança das mulheres entre as apresentadas por ele de 2003 a 2026; o gabinete respondeu que a proteção às vítimas de violência é uma das principais bandeiras do senador.
2026Posição sobre o fim da escala 6x1 e coautoria da PEC 12/2026
A Câmara aprovou em 27/5/2026, por 461 a 19 e com orientação favorável do líder do PL, a PEC que reduz a jornada para 40 horas com duas folgas semanais. Flávio classificou a discussão como "legítima, porém inoportuna e eleitoreira", disse que o texto "vai gerar desemprego em massa" e, no dia seguinte, assinou como coautor a PEC 12/2026, de Rogério Marinho, que cria regime por horas trabalhadas, com 13º, férias e FGTS proporcionais e prevalência do contrato individual sobre o acordo coletivo. Envolvimento pessoal: a nota e a assinatura são dele; em 2/9/2026 estava ausente quando a CCJ do Senado aprovou a PEC da 6x1 e, segundo a Agência Brasil, evitou dizer como votaria; a Agência O Globo relatou que ele e aliados são contra votar o tema antes do 2º turno. Flávio afirma defender "a liberdade do trabalhador" de escolher a própria jornada, com direitos preservados. O plano de governo dele não menciona a escala 6x1.
Fontes · 7
- Agência Brasil · 2026 — Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1 ↗
- Poder360 · 2026 — Flávio diz que CLT está ultrapassada e propõe alternativa à escala 6 X 1 ↗
- Senado Federal · 2026 — Proposta de Emenda à Constituição n° 12, de 2026 (ficha de tramitação) ↗
- Agência Senado · 2026 — Rogerio Marinho propõe PEC que flexibiliza jornada de trabalho ↗
- Agência Brasil · 2026 — Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenário ↗
- InfoMoney (Agência O Globo) · 2026 — Escala 6x1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação depende de acordo ↗
- CNN Brasil · 2026 — "Defendo a liberdade do trabalhador", diz Flávio em alternativa a 6x1 ↗
2026Declaração sobre usar a maioria no Congresso para "mudar a Constituição"
Em 6/10/2026, em Goiânia, dois dias após o 1º turno, Flávio disse que o país lhe deu "um Congresso muito mais à direita", com maioria nas duas Casas "para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição". No dia seguinte, depois das críticas, disse que se referia a mudanças que dependem de emenda constitucional: reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição; não detalhou quais dispositivos sobre o Judiciário pretende alterar. Emendas constitucionais exigem 308 deputados e 49 senadores em dois turnos; o PL elegeu 121 deputados e terá 28 senadores a partir de 2027.
Fontes · 5
- CNN Brasil · 2026 — Flávio diz que usará maioria no Congresso para "mudar Constituição" ↗
- Correio Braziliense · 2026 — Em Goiânia, Flávio diz que usará maioria no Congresso para mudar Constituição ↗
- Metrópoles · 2026 — Flávio promete "mudar Constituição para redemocratizar o país" ↗
- Congresso em Foco · 2026 — Flávio diz que mudar Constituição é sobre maioridade penal e reeleição ↗
- Poder360 · 2026 — Flávio defende mudar Constituição com foco no Judiciário ↗
2020Voto isolado contra o adiamento do Enem na pandemia (2020)
Em 19/5/2020, o Senado aprovou por 75 votos a 1 o projeto que adiava o Enem 2020 em razão da pandemia; segundo a Agência Senado, o único voto contrário foi o de Flávio Bolsonaro, então sem partido no registro do Senado (a imprensa o identificava como Republicanos-RJ em 2020). No mesmo ano, ele votou a favor do Novo Fundeb, aprovado por 79 a 0. A fonte não registra a justificativa do senador para o voto sobre o Enem.
2026Recuo do debate da Band no 2º turno
Em 13/10/2026, em evento em São Paulo, Flávio disse sobre o debate da Band marcado para domingo, 18/10: “Não vou, não está previsto ir nesse debate domingo”. Sobre o da TV Globo, em 23/10, afirmou que a equipe está “analisando”. Uma semana antes ele havia dito: “Vou participar de debates. Eu acho que são importantes”. Lula confirmou presença, e a Band informou que manterá o debate, com o púlpito do candidato ausente vazio. Contexto: nenhum dos dois foi a debates no 1º turno, e a Record cancelou o debate de 11/10 alegando “incompatibilidade de agendas dos candidatos”, sem dizer de qual deles. Envolvimento pessoal: a decisão e as falas são dele; não apresentou justificativa.
Fontes · 3
O pai
Jair Bolsonaro
Presidente de 2019 a 2022, condenado e inelegível. Foi ele quem escolheu Flávio para a disputa.
2022–2026Condenação pela trama golpista e pelos atos de 8 de Janeiro
Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, em ação que englobou os atos de 8 de janeiro de 2023. A acusação (PGR) sustentou que ele liderou uma organização para impedir a posse do presidente eleito em 2022; a defesa negou participação, alegou falta de provas e fala em perseguição política. A condenação transitou em julgado em 25 de novembro de 2025, dias depois de Alexandre de Moraes revogar a prisão domiciliar cautelar (22/11/2025), segundo a decisão, por tentativa de violar a tornozeleira eletrônica; ele ficou na Superintendência da PF e, a partir de 15/01/2026, na Papudinha. Em 24 de março de 2026 foi autorizada prisão domiciliar humanitária por 90 dias, mantida por tempo indeterminado em 3 de julho de 2026, com restrições a visitas e a manifestações político-eleitorais. A Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de maio de 2026 após derrubada de veto e que poderia reduzir a pena, teve a aplicação suspensa por Moraes até o STF julgar as ações que contestam sua constitucionalidade.
- Situação de Jair Bolsonaro
- condenado em definitivo (trânsito em julgado em 25/11/2025); cumpre a pena em prisão domiciliar humanitária por tempo indeterminado; eventual redução pela Lei da Dosimetria suspensa, pendente de julgamento no STF
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não é réu nem foi denunciado nessa ação. Publicamente, trata a condenação como perseguição e, segundo a cobertura da campanha, promete indulto ao pai se eleito; em julho de 2026, Moraes proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias depois de o senador divulgar nas redes uma carta do ex-presidente, o que o ministro considerou descumprimento das restrições impostas a Jair.
Fontes · 5
- CNN Brasil · 2026 — Jair Bolsonaro completa um ano preso; relembre os principais acontecimentos ↗
- Agência Brasil · 2026 — Moraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliar ↗
- CNN Brasil · 2026 — Lei da Dosimetria entra na reta final para julgamento no STF ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio: Bolsonaro ficou "aliviado" com eleição de Carlos como senador em SC ↗
- ND Mais · 2026 — Flávio Bolsonaro pode livrar Jair da pena de 27 anos se for eleito? Veja o que dizem especialistas ↗
2022–2030Inelegibilidade decretada pelo TSE
Em 30 de junho de 2023, o TSE declarou o ex-presidente inelegível por oito anos, por 5 votos a 2, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na reunião com embaixadores de 18 de julho de 2022, em que, segundo o TSE, atacou o sistema eletrônico de votação. Em 31 de outubro de 2023, também por 5 a 2, o tribunal o condenou novamente (com o candidato a vice, Braga Netto) por abuso de poder político e econômico no uso eleitoral das comemorações do 7 de Setembro de 2022, com multa de R$ 425 mil; os prazos não se somam. A defesa sustentou que a reunião não teve caráter eleitoral e que ele não usou o evento cívico em favor da candidatura. Pela contagem do TSE, a inelegibilidade eleitoral vai até 2 de outubro de 2030.
- Situação de Jair Bolsonaro
- inelegível (decisões do TSE de 2023, prazo até 2/10/2030); a condenação criminal definitiva de 2025 gera efeitos adicionais sobre os direitos políticos
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não foi parte nas ações eleitorais. A inelegibilidade do pai é o motivo pelo qual a candidatura presidencial do campo bolsonarista em 2026 coube a Flávio.
2021–2026Caso das joias sauditas
Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outras 11 pessoas por suposto desvio de presentes de alto valor do acervo presidencial para venda no exterior em benefício pessoal, com conversão dos valores em espécie. A defesa sempre afirmou que ele não tinha ingerência sobre os presentes recebidos em viagens oficiais. Em 5 de março de 2026, a PGR pediu o arquivamento, por entender que há 'persistente indeterminação normativa' sobre se presentes recebidos no mandato pertencem ao ocupante do cargo ou ao Estado, o que impediria imputar crime. Em 18 de março de 2026, Alexandre de Moraes devolveu os autos à PGR para que se manifeste sobre material da PF relativo ao advogado Frederick Wassef antes de decidir sobre o arquivamento.
- Situação de Jair Bolsonaro
- indiciado pela PF (julho de 2024); PGR pediu arquivamento (março de 2026); decisão do STF pendente na última informação localizada — sem denúncia
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não consta entre os indiciados nem é investigado nesse inquérito, segundo as fontes consultadas.
2021–2026Relatório da CPI da Covid e apurações sobre a pandemia
O relatório final da CPI da Covid no Senado, aprovado em outubro de 2021, atribuiu nove crimes ao então presidente, entre eles prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, emprego irregular de verbas públicas, incitação ao crime e crimes contra a humanidade. Em julho de 2022, a PGR pediu ao STF o arquivamento de cinco dessas apurações, por falta de indícios mínimos ou de justa causa, afirmando que conclusões políticas da CPI não se transpõem automaticamente ao campo penal. Em fevereiro de 2023, a PGR também pediu o arquivamento de um inquérito sobre a divulgação de informações inverídicas na pandemia. Em 6 de outubro de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, deu cinco dias para a PGR dizer se mantém esse pedido, após a PF informar ter recebido resposta a um pedido de cooperação enviado aos Estados Unidos.
- Situação de Jair Bolsonaro
- sem denúncia; PGR pediu arquivamento da maior parte das apurações (2022 e 2023); um inquérito ainda aguarda manifestação da PGR e decisão do STF (outubro de 2026)
- E Flávio?
- O relatório final da CPI, aprovado em 26/10/2021 por 7 votos a 4, também pediu o indiciamento de Flávio Bolsonaro, por incitação ao crime (art. 286 do Código Penal). É uma recomendação, não uma condenação. Em setembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, abriu inquérito a pedido da Polícia Federal contra 24 pessoas, entre elas Flávio; não foi localizada notícia de denúncia, arquivamento ou conclusão.
Fontes · 5
- Poder360 · 2022 — PGR pede ao STF arquivamento de apurações contra Bolsonaro ↗
- O Tempo · 2026 — Fachin dá 5 dias para PGR revisar pedido de arquivamento do caso de Bolsonaro na pandemia ↗
- CNN Brasil · 2021 — CPI da Pandemia: relatório final pede indiciamento de 78 pessoas e duas empresas ↗
- Agência Pública · 2025 — De família Bolsonaro a gabinete do ódio: os investigados no novo inquérito da CPI da Covid ↗
- Diário do Nordeste · 2025 — Flávio Dino abre inquérito contra Bolsonaro e 23 aliados com base em relatório da CPI da Covid ↗
2020–2022Falas sobre a covid-19 e as vacinas
Em 20 de março de 2020, o então presidente disse que 'depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar'; em 24 de março, em pronunciamento em rede nacional, afirmou que, se fosse contaminado, seria 'quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho' e defendeu o fim das restrições de circulação adotadas pelos estados. Em outubro de 2020, um dia depois de o ministro Eduardo Pazuello anunciar a intenção de comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, Bolsonaro escreveu que a vacina não seria comprada e que 'o povo brasileiro não será cobaia de ninguém'; no fim de 2020, ao falar do contrato da Pfizer, disse 'se você virar um jacaré, é problema seu'. O jornal Estado de Minas registrou que as falas contrariavam alertas de cientistas sobre isolamento e máscaras. Bolsonaro negou depois ter usado a palavra 'gripezinha' ('não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma') e disse que a frase do jacaré foi uma hipérbole distorcida pela imprensa; à CPI da Covid, Pazuello afirmou que a postagem foi uma manifestação política e que não recebeu ordem para cancelar a compra. O lado judicial (relatório da CPI e inquéritos) está em outro item do site.
- E Flávio?
- As fontes consultadas para este item não registram manifestação de Flávio Bolsonaro sobre essas falas. O pedido de indiciamento de Flávio no relatório da CPI da Covid já está descrito no item sobre a CPI.
Fontes · 4
- Estado de Minas · 2021 — Há um ano, Bolsonaro chamava COVID de gripezinha em rede nacional; relembre ↗
- Congresso em Foco · 2020 — Bolsonaro nega uso do termo 'gripezinha', mencionado por ele duas vezes ↗
- O Povo (Agência Estado) · 2021 — Bolsonaro: 'era hipérbole quando falei de virar jacaré; podia virar bambi também' ↗
- Money Times (Reuters) · 2021 — Pazuello diz que Bolsonaro fez declaração política sobre CoronaVac, mas não mandou cancelar compra ↗
2021Ataques às urnas eletrônicas e a PEC do voto impresso
Em 2021, Bolsonaro afirmou repetidas vezes que as urnas eletrônicas já haviam sido fraudadas e que teria vencido a eleição de 2018 no primeiro turno; segundo o Poder360, ele prometeu apresentar provas em uma transmissão ao vivo e, na ocasião, disse que não as tinha, passando a falar em 'indícios'. Em 10 de agosto de 2021, a Câmara rejeitou a PEC 135/2019, do voto impresso: foram 229 votos a favor e 218 contra, quando eram necessários 308. Deputados de oposição disseram que as urnas são auditáveis e compararam o discurso ao de Donald Trump; aliados do governo defenderam que o voto impresso daria mais transparência. No dia seguinte, Bolsonaro disse que o placar sinalizava 'uma eleição onde não vai se confiar no resultado das apurações', afirmou que parte dos deputados 'votou chantageada' e declarou: 'Não tenho provas para falar aqui'. A condenação no TSE pela reunião com embaixadores de 2022 está em outro item do site.
- E Flávio?
- As fontes de 2021 não citam Flávio Bolsonaro. Em 21 de julho de 2026, em reunião com diplomatas estrangeiros em Brasília, Flávio disse que 'muitas dessas máquinas' usadas no Brasil 'têm a mesma origem' da empresa Smartmatic e pediu observadores internacionais; o TSE afirma que a Smartmatic nunca forneceu urnas ao país. No dia seguinte, Flávio divulgou nota dizendo que foi mal interpretado e que tem 'integral confiança no sistema eleitoral brasileiro'; segundo o Estadão, a nota não explica a origem da afirmação.
2021Discursos de 7 de Setembro de 2021 e a 'carta à nação'
Em 7 de setembro de 2021, em ato na Avenida Paulista, o então presidente chamou o ministro Alexandre de Moraes de 'canalha', disse 'ou esse ministro se enquadra, ou ele pede para sair' e afirmou que não cumpriria mais decisões dele. No dia seguinte, o presidente do STF, Luiz Fux, disse que o descumprimento de decisões judiciais 'configura crime de responsabilidade a ser analisado pelo Congresso Nacional' e que 'ninguém fechará esta Corte'. Em 9 de setembro, Bolsonaro divulgou uma nota em que disse que suas palavras 'decorreram do calor do momento' e que não teve intenção de agredir os Poderes; o ex-presidente Michel Temer confirmou ter levado a Brasília um esboço do texto e ter telefonado a Moraes. Segundo a Gazeta do Povo, o recuo surpreendeu aliados, e Bolsonaro reclamou de apoiadores que criticaram a nota sem lê-la.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
Fontes · 4
- Poder360 · 2024 — Em último ato na Paulista, Bolsonaro criticou Moraes, urnas e STF ↗
- Bahia Notícias · 2021 — Fux aponta crime de responsabilidade de Bolsonaro e diz: 'Ninguém vai fechar esta Corte' ↗
- A Gazeta (Agência Estado) · 2021 — Temer confirma participação em nota de Bolsonaro e fala em mudança de postura ↗
- Gazeta do Povo · 2021 — Por que Bolsonaro recuou e o futuro da relação entre os poderes ↗
2016Voto no impeachment dedicado ao coronel Ustra
Em abril de 2016, ao votar pela admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, o então deputado dedicou o voto 'pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra', que comandou o DOI-Codi de São Paulo entre 1970 e 1974 e foi reconhecido pela Justiça como torturador. O PV representou contra ele no Conselho de Ética da Câmara por apologia à tortura e pediu a cassação do mandato; o processo foi aberto em 28 de junho de 2016. Em 9 de novembro de 2016, o conselho rejeitou por 11 votos a 1 o parecer que pedia a continuidade da investigação e aprovou por 9 a 1 o arquivamento. Bolsonaro disse que 'se fez justiça' e invocou a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
2003–2022Falas sobre Maria do Rosário e sobre quilombolas
Em 2003, em discussão com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), Bolsonaro disse que ela 'não merecia ser estuprada'. Em 13 de junho de 2019, já presidente, publicou pedido de desculpas 'em razão de determinação judicial', no qual afirmou ter 'integral e irrestrito respeito às mulheres' e disse que a fala ocorreu no calor de um embate. Em 3 de abril de 2017, em palestra no Clube Hebraica, no Rio, afirmou, sobre visita a uma comunidade quilombola, que 'o afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas' e que 'nem pra procriador servem mais'. Segundo o Poder360, ele foi condenado em setembro de 2017 a pagar R$ 50 mil por danos morais, e a Primeira Turma do STF rejeitou por 3 votos a 2 a denúncia criminal; o ministro Luís Roberto Barroso, vencido, entendeu que os termos equiparavam pessoas negras a animais. Não foi confirmado se a condenação cível foi mantida nas instâncias seguintes. Em 12 de maio de 2022, Bolsonaro disse a um apoiador que ele pesava 'mais de 7 arrobas' e ironizou a condenação.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
2019–2023Sigilos de até 100 anos sobre informações do governo
No governo Bolsonaro, pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação foram negados com imposição de sigilo de até 100 anos, entre eles o cartão de vacinação do presidente, o processo administrativo contra o ex-ministro Eduardo Pazuello, as visitas dos filhos do presidente ao Palácio do Planalto e os gastos com motociatas. A Presidência justificou o sigilo do cartão de vacinação dizendo que os dados 'dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem' do presidente. No dia da posse, em 1º de janeiro de 2023, Lula determinou a revisão desses sigilos; em fevereiro, a Controladoria-Geral da União anunciou que reavaliaria 234 negativas, que chamou de indevidas, e informou que 64,5 mil pedidos haviam sido negados em quatro anos sob o argumento de segurança.
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro criticou a retirada do sigilo do cartão de vacinação do pai: disse à coluna Painel, da Folha, que a medida era 'inadequada' e 'até uma ilegalidade', por se tratar de questão íntima, e que, se o pai optou por não se vacinar, 'é por conta e risco dele'. As visitas dos filhos ao Planalto estavam entre as informações postas sob sigilo.
2019–2022'orçamento secreto' (emendas de relator)
'Orçamento secreto' é o nome dado pelo jornal O Estado de S. Paulo às emendas de relator (RP9), criadas em 2019 e aplicadas a partir de 2020, que permitiam destinar verbas federais sem identificar o parlamentar que pediu o gasto. Segundo o Projeto Comprova, em texto publicado pela CNN Brasil, o mecanismo foi usado para negociar apoio no Congresso e somou R$ 65,1 bilhões destinados no governo Bolsonaro; o TCU apontou risco de uso eleitoral e falta de transparência. Bolsonaro disse em 2022 que vetou o mecanismo e que o Congresso derrubou o veto, e que não indicava 'um só centavo' dessas verbas; o Comprova classificou a afirmação como enganosa, porque ele vetou um trecho da lei orçamentária de 2020, mas depois enviou ao Congresso texto que criou a emenda. Em 19 de dezembro de 2022, o STF declarou o mecanismo inconstitucional por 6 votos a 5, por violar os princípios da publicidade e da impessoalidade; os cinco ministros vencidos defendiam manter as emendas com mais transparência.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
2021–2023Motociatas e gastos públicos
Em 2021 e 2022, Bolsonaro participou de mais de 30 passeios de moto com apoiadores em quase todos os estados. Em 12 de junho de 2021, em São Paulo, o governo estadual multou em R$ 552,71 cada o presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro e o então ministro Tarcísio de Freitas por não usarem máscara, e especialistas em saúde criticaram a fala do presidente de que vacinados ou já infectados poderiam dispensar a proteção. Em janeiro de 2023, dados obtidos pela agência Fiquem Sabendo pela Lei de Acesso à Informação mostraram ao menos 137 abastecimentos pagos com o cartão corporativo da Presidência em datas e cidades de motociatas; a Folha já havia estimado em cerca de R$ 5 milhões o custo dos eventos até o fim de 2021, incluindo a segurança paga pelos estados. A reportagem da Folha descreveu os passeios como atos de caráter eleitoral, sem relação com as funções do cargo. O ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten respondeu que não houve gasto extravagante e chamou a crítica de 'narrativa mentirosa'; Bolsonaro disse que o passeio de São Paulo era por 'liberdade, democracia e Deus'.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram participação nem manifestação de Flávio Bolsonaro; o irmão Eduardo foi um dos multados em São Paulo.
A família
Irmãos e madrasta
Eduardo, Carlos, Jair Renan e Michelle. Cada um responde pelos próprios atos; em cada caso está dito o que Flávio tem a ver.
irmão2025–2026Eduardo Bolsonaro: condenação por coação no curso do processo e perda do mandato
Nos Estados Unidos desde 2025, o então deputado atuou junto ao governo Trump por tarifas e sanções contra autoridades brasileiras. A PGR o denunciou em novembro de 2025, sustentando que ele buscou intimidar o STF para impedir a condenação do pai, citando o tarifaço, a suspensão de vistos de ministros e a Lei Magnitsky. A defesa, a cargo da Defensoria Pública da União, afirmou que ele fez apenas 'interlocução política', protegida pela liberdade de expressão, e que não tem poder sobre decisões do governo americano. Em 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou por unanimidade a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, com inelegibilidade e perda do cargo de escrivão da PF; os embargos de declaração foram rejeitados em 18 de setembro de 2026. Antes disso, em 18 de dezembro de 2025, a Mesa da Câmara declarou a perda do mandato por excesso de faltas.
- Situação de Eduardo Bolsonaro
- condenado pelo STF (16/06/2026), embargos de declaração rejeitados (18/09/2026) — trânsito em julgado não confirmado; inelegível; mandato de deputado federal perdido por faltas (18/12/2025); vive nos EUA e não iniciou o cumprimento da pena
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não foi denunciado nem é réu nessa ação. O posicionamento dele sobre a atuação de Eduardo nos EUA está em item próprio do site.
irmão2021–2026Eduardo Bolsonaro: condenação por difamação contra Tabata Amaral
Em outubro de 2021, Eduardo publicou nas redes que a deputada Tabata Amaral defendia a distribuição gratuita de absorventes para atender a interesses do empresário Jorge Paulo Lemann, apontado por ele como financiador da campanha dela. A deputada moveu ação penal privada. Em 25 de setembro de 2026, o plenário virtual do STF o condenou por 7 votos a 3 a um ano de detenção em regime aberto e 39 dias-multa (mais de R$ 80 mil). Os ministros vencidos entenderam que as falas estavam cobertas pela imunidade parlamentar; a defesa sustentou tratar-se de crítica política.
- Situação de Eduardo Bolsonaro
- condenado com recurso (STF, 25/09/2026; ainda cabe recurso)
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não tem relação com o caso.
irmão2019–2026Carlos Bolsonaro: indiciamento no caso da 'Abin paralela'
Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito sobre o uso ilegal da Abin e indiciou mais de 30 pessoas, entre elas o então vereador Carlos Bolsonaro, apontado como integrante do 'núcleo político' e, segundo decisão de Alexandre de Moraes, coordenador do chamado 'gabinete do ódio'; a imputação noticiada é de organização criminosa. Carlos reagiu nas redes dizendo que o indiciamento tinha motivação eleitoral ('Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo?'). Em 20 de julho de 2026, a pedido da PGR, Moraes remeteu a investigação ao TRF-1, porque, arquivada a parte de Jair Bolsonaro, não restava investigado com foro no STF; as provas foram preservadas. Não foi localizada denúncia do Ministério Público contra ele até a atualização desta página. Em 4 de outubro de 2026, Carlos foi eleito senador por Santa Catarina.
- Situação de Carlos Bolsonaro
- indiciado pela PF (junho de 2025); investigação remetida ao TRF-1 (20/07/2026); sem denúncia localizada
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não aparece entre os indiciados nas reportagens consultadas. A PF afirma que a estrutura teria servido também para interferir em investigações envolvendo a família.
Fontes · 3
- CNN Brasil · 2026 — Abin Paralela: Carlos Bolsonaro será investigado na 1ª instância; entenda ↗
- O Tempo · 2025 — Abin paralela: Carlos Bolsonaro diz que indiciamentos foram motivados pelas eleições de 2026 ↗
- CNN Brasil · 2026 — Flávio: Bolsonaro ficou "aliviado" com eleição de Carlos como senador em SC ↗
irmão2005–2026Carlos Bolsonaro: investigação de 'rachadinha' na Câmara Municipal do Rio
O Ministério Público do Rio apura suposto esquema de devolução de parte dos salários de assessores no gabinete de Carlos na Câmara Municipal entre 2005 e 2021, com desvios estimados em R$ 1,7 milhão. Em 2024, o MP-RJ arquivou a apuração quanto ao vereador, por entender que não havia indícios suficientes contra ele, e levou adiante a acusação contra funcionários do gabinete. Em 9 de fevereiro de 2026, o subprocurador-geral de Justiça Marcelo Pereira Marques rejeitou esse arquivamento, por considerá-lo prematuro, e enviou o caso à 4ª Promotoria de Investigação Penal Especializada para novas diligências. Em 2024, Carlos disse confiar em seus funcionários; as reportagens de 2026 não trazem manifestação da defesa. Ele renunciou ao mandato de vereador em dezembro de 2025 para disputar o Senado por Santa Catarina.
- Situação de Carlos Bolsonaro
- investigado (apuração reaberta pelo MP-RJ em fevereiro de 2026, após arquivamento em 2024); sem denúncia contra ele
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não é investigado nesse caso, que trata do gabinete de Carlos na Câmara Municipal. A apuração sobre o gabinete do próprio Flávio na Alerj é um caso distinto.
madrasta2011–2021Michelle Bolsonaro: cheques de Fabrício Queiroz
Reportagens de 2020 mostraram que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, e a mulher dele, Márcia Aguiar, depositaram cheques na conta de Michelle entre 2011 e 2016, somando R$ 89 mil (R$ 72 mil dele e R$ 17 mil dela). Um advogado apresentou notícia-crime ao STF; a PGR considerou não haver lastro probatório mínimo. O ministro Marco Aurélio Mello arquivou o pedido em maio de 2021 e, em julgamento virtual iniciado em junho, a maioria do STF votou por manter o arquivamento. À época, Jair Bolsonaro afirmou que os valores eram a devolução de um empréstimo feito a Queiroz.
- Situação de Michelle Bolsonaro
- arquivado (STF, 2021) — pedido de investigação rejeitado a pedido da PGR; não chegou a ser aberto inquérito contra ela
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro não era alvo desse pedido, mas o episódio é conexo ao caso da 'rachadinha' na Alerj, pois Queiroz era assessor do gabinete dele — caso tratado em item próprio.
irmão2018–2019Eduardo Bolsonaro: falas sobre fechar o STF e sobre um 'novo AI-5'
Em 21 de outubro de 2018, circulou vídeo de uma aula dada em 9 de julho daquele ano em Cascavel (PR), em que Eduardo disse que bastariam 'um soldado e um cabo' para fechar o STF. O ministro Celso de Mello classificou a fala como 'inconsequente e golpista'; Jair Bolsonaro afirmou 'eu já adverti o garoto', disse que quem fala isso 'tem que buscar um psiquiatra' e que o filho já havia se desculpado. Em entrevista a Leda Nagle divulgada em 31 de outubro de 2019, Eduardo disse que, 'se a esquerda radicalizar', a resposta 'pode ser via um novo AI-5'. Os presidentes da Câmara e do Senado criticaram, o PSL, partido dele, falou em 'tentativa de golpe ao povo brasileiro', e o pai declarou que 'quem quer que fale em AI-5 está sonhando'. No mesmo dia, Eduardo disse em vídeo que 'pode até ter sido uma resposta infeliz' e que 'não existe a possibilidade de retorno do AI-5'; em 26 de novembro de 2019, o Conselho de Ética abriu processos a pedido de Rede, PT, PSOL e PCdoB, e ele respondeu que queriam censurá-lo, citando a imunidade parlamentar.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação de Flávio Bolsonaro sobre as duas falas; nos dois casos, quem se pronunciou pela família foi o pai.
Fontes · 5
- Poder360 · 2018 — Celso de Mello diz que fala de Eduardo Bolsonaro sobre o STF é golpista ↗
- Tribuna de Minas (Agência Estado) · 2018 — 'Eu já adverti o garoto', diz Bolsonaro sobre fala do filho ↗
- Poder360 · 2019 — Após reações e 'lamento' de Bolsonaro, Eduardo pede desculpas por sugerir AI-5 ↗
- Poder360 · 2019 — Conselho de Ética da Câmara abre 2 processos contra Eduardo Bolsonaro ↗
- Congresso em Foco · 2019 — Conselho de Ética instaura três processos contra Eduardo Bolsonaro ↗
irmão2019Eduardo Bolsonaro: indicação do pai para a embaixada em Washington
Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a intenção de indicar o filho Eduardo, então deputado e com 35 anos, para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos; a indicação dependia de aprovação do Senado e não chegou a ser formalizada. Em 17 de agosto de 2019, nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado, pedida pelo senador Alessandro Vieira, concluiu que a nomeação configuraria nepotismo, com base na Súmula Vinculante 13 do STF, e que poderia ser anulada pela Justiça; críticos também apontaram a falta de experiência diplomática. Em 21 de agosto, Bolsonaro disse que 'não tem recuo' e que o filho estava 'se preparando'. Em 22 de outubro de 2019, Eduardo anunciou no plenário da Câmara que desistia: disse que ficaria no país para defender o governo do pai e reclamou de ter sido alvo de zombaria por ter trabalhado em uma lanchonete nos EUA; segundo a Agência Estado, auxiliares do presidente avaliavam que ele não tinha votos suficientes no Senado.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato. Flávio era senador na época, e a indicação teria de ser votada pelo Senado, mas não chegou a ser enviada.
irmão2019–2020Carlos Bolsonaro: 'gabinete do ódio' e a comunicação digital do pai
'Gabinete do ódio' é o nome dado pela imprensa a um grupo de assessores da Presidência no governo Bolsonaro acusado de usar as redes sociais para atacar adversários. Em depoimentos no inquérito das fake news, noticiados em maio de 2020, ex-aliados como os deputados Joice Hasselmann, Alexandre Frota e Heitor Freire descreveram ataques coordenados e citaram três assessores da Presidência; segundo o Congresso em Foco, esses assessores eram próximos de Carlos, 'tido como o responsável' pela estratégia digital do pai. Em 12 de novembro de 2020, o ex-ministro Sergio Moro disse à PF que os nomes de Carlos e do assessor Tercio Arnaud eram 'normalmente relacionados' ao grupo, ressalvando que sabia disso por comentários de ministros. Carlos negou em depoimento orquestrar ataques por meio de terceiros, chamou o inquérito de ilegal e reagiu à fala de Moro dizendo que 'não há qualificação para mais essa tentativa boçal'; Jair Bolsonaro afirmou que o 'gabinete do ódio' é uma invenção. O indiciamento de Carlos no caso da 'Abin paralela' está em outro item do site.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação de Flávio Bolsonaro nem o citam como integrante do grupo.
madrasta2022Michelle Bolsonaro: fala sobre o Planalto 'consagrado a demônios'
Em 7 de agosto de 2022, durante a campanha de reeleição do marido, a então primeira-dama disse em culto da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, que o Palácio do Planalto havia sido por muito tempo um lugar 'consagrado a demônios' e que 'hoje é consagrado ao Senhor Jesus'; falou também em 'guerra do bem contra o mal'. Em 9 de agosto, a Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns divulgou nota de repúdio, afirmando que as declarações demonizavam adversários e feriam o Estado democrático de direito e a legislação eleitoral, e pediu retratação. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) chamou de racista outro vídeo compartilhado por ela, que associava religiões de matriz africana a 'trevas'. No próprio culto, Michelle disse: 'Podem me chamar de fanática, podem me chamar de louca'; as reportagens consultadas não registram retratação.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
Fontes · 3
- Poder360 · 2022 — Em culto, Michelle diz que Planalto foi consagrado a demônios ↗
- CartaCapital (Estadão Conteúdo) · 2022 — A evangélicos, Michelle Bolsonaro diz que Planalto era um 'lugar consagrado a demônios' ↗
- Rede Brasil Atual (reproduzido pela CUT) · 2022 — Frente inter-religiosa repudia declarações fundamentalistas de Michelle Bolsonaro ↗
irmão2025Jair Renan Bolsonaro: votos sobre a ditadura na Câmara de Balneário Camboriú
Como vereador de Balneário Camboriú (SC), Jair Renan foi, em março de 2025, o único a votar contra o reconhecimento de que o ex-prefeito Higino João Pio foi morto pela ditadura militar, segundo o Estadão. Em 10 de junho de 2025, foi o único voto contrário à criação do Dia Municipal da Democracia, aprovado por 14 votos a 1, com 3 votos nulos; ele disse que a proposta tinha 'cunho ideológico' e questionou a leitura sobre o golpe de 1964, perguntando por que o povo teria pedido que os militares assumissem o poder. O vereador Eduardo Zanatta (PT), um dos autores, afirmou que o voto era 'de quem prefere homenagear torturadores a lembrar as vítimas do regime militar'. Em 27 de agosto de 2025, após Jair Renan chamá-lo de 'Xandão de BC', o presidente da Câmara, Marcos Kurtz (Podemos), comparou-o ao deputado Tiririca e o acusou de não participar dos debates; o gabinete de Jair Renan não quis comentar.
- E Flávio?
- As fontes consultadas não registram manifestação do candidato.
O entorno
Pessoas próximas
Gente que trabalhou no gabinete de Flávio, foi homenageada por ele ou advogou para a família.
ex-assessor2018–2026Fabrício Queiroz: caso das 'rachadinhas', prisão em 2020 e situação atual
Policial militar aposentado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, Queiroz teve movimentação de R$ 1,2 milhão apontada como atípica em relatório do Coaf, o que deu origem, em 2018, à investigação do MP-RJ sobre devolução de salários de assessores. Em 18 de junho de 2020, foi preso preventivamente em Atibaia (SP), em imóvel do advogado Frederick Wassef (Operação Anjo). Em novembro de 2020, o MP-RJ denunciou Flávio e ex-assessores, apontando Queiroz como operador do esquema; ambos negam. Em novembro de 2021, o STJ anulou decisões e provas da investigação; em 16 de maio de 2022, o TJ-RJ arquivou a denúncia a pedido do próprio MP-RJ, que registrou não haver impedimento a nova investigação. Em 26 de fevereiro de 2025, o ministro Gilmar Mendes, do STF, negou dois recursos do MP-RJ para reabrir o caso, observando que as anulações não impedem nova denúncia. Queiroz foi candidato a deputado federal em 2022 (6.701 votos, não eleito) e ficou como suplente de vereador em Saquarema (RJ) em 2024; em março de 2026, era subsecretário de Segurança e Ordem Pública do município e, segundo o Estado de Minas, não pretendia se candidatar.
- Situação de Fabrício Queiroz
- sem ação penal em curso localizada: foi denunciado em 2020, a denúncia foi arquivada pelo TJ-RJ (16/05/2022) depois da anulação de provas pelo STJ, sem julgamento de mérito, e o STF negou a reabertura (26/02/2025); nova denúncia continua juridicamente possível; não foi condenado
- E Flávio?
- Flávio Bolsonaro foi denunciado no mesmo caso, apontado pelo MP-RJ como líder do suposto esquema, e a denúncia foi arquivada também em relação a ele, sem análise de mérito. Flávio nega as acusações e classificou a investigação como ilegal e como perseguição para atingir o pai. O caso de Flávio na Alerj está em item próprio do site.
Fontes · 5
- Diário do Nordeste · 2020 — Investigado por 'rachadinhas', Fabrício Queiroz é preso em São Paulo ↗
- Congresso em Foco · 2022 — Justiça arquiva denúncia contra Flávio Bolsonaro por rachadinhas ↗
- Correio Braziliense · 2022 — Rachadinha: o que aconteceu com caso que envolve filho de Bolsonaro ↗
- Poder360 · 2025 — Gilmar nega pedido para reabrir ação contra Flávio por 'rachadinha' ↗
- Estado de Minas (PlatôBR) · 2026 — Onde anda Queiroz, pivô do maior caso de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro ↗
homenageado2003–2020Adriano da Nóbrega: homenagens na Alerj e familiares no gabinete
Ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega foi apontado pelo Ministério Público do Rio como chefe da milícia de Rio das Pedras e do grupo conhecido como 'Escritório do Crime'. Em 2003, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, propôs na Alerj uma moção de louvor a ele; em 2005, concedeu-lhe a Medalha Tiradentes, quando Adriano estava preso preventivamente, acusado do homicídio de um guardador de carros. A mãe dele, Raimunda Veras Magalhães, e a então mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, trabalharam no gabinete de Flávio até 13 de novembro de 2018; segundo O Globo, Raimunda repassou R$ 4,6 mil à conta de Fabrício Queiroz. Alvo da Operação Intocáveis em 22 de janeiro de 2019, Adriano ficou foragido e foi morto em 9 de fevereiro de 2020, em Esplanada (BA), em operação policial. Em agosto de 2020, a perícia e o inquérito da Polícia Civil da Bahia concluíram que ele morreu em troca de tiros, sem tortura nem execução; a família contestou as conclusões.
- Situação de Adriano Magalhães da Nóbrega
- morto em 9/02/2020, sem condenação definitiva pelos fatos atribuídos à milícia; era foragido desde janeiro de 2019 e era citado como investigado no caso Marielle e na apuração da 'rachadinha', sem denúncia contra ele nesses casos nas fontes consultadas
- E Flávio?
- O vínculo são as homenagens de 2003 e 2005 e a contratação da mãe e da ex-mulher de Adriano no gabinete de Flávio. O MP-RJ apurou se parte dos salários delas alimentava o suposto esquema de 'rachadinha', caso tratado em item próprio. Em nota de janeiro de 2019, Flávio disse que a funcionária citada no relatório do Coaf 'foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz', que não pode ser responsabilizado por atos que desconhecia e que a associação era 'ilação irresponsável'; a defesa de Queiroz confirmou a indicação. Em fevereiro de 2020, Flávio afirmou ter homenageado centenas de policiais, negou vínculo com milícia e disse que não tinha como saber, mais de 15 anos depois, o que Adriano fazia; Jair Bolsonaro disse ter pedido a homenagem ao filho. Flávio também afirmou que Adriano teria sido torturado, o que a perícia baiana descartou.
Fontes · 5
- Poder360 · 2020 — Bolsonaro diz que Adriano da Nóbrega era 1 'herói' quando foi homenageado ↗
- Congresso em Foco · 2019 — Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de líder de milícia, diz O Globo ↗
- Jornal do Brasil · 2019 — Queiroz confirma indicação de mãe e esposa de suspeito de liderar milícia ↗
- Congresso em Foco · 2020 — Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro é morto durante operação ↗
- CNN Brasil · 2020 — Perícia conclui que Adriano da Nóbrega morreu em troca de tiros com a polícia ↗
advogado2020–2026Frederick Wassef: imóvel onde Queiroz foi preso e indiciamento no caso das joias
Advogado da família Bolsonaro, Wassef era o dono do imóvel em Atibaia (SP) onde Fabrício Queiroz foi preso em 18 de junho de 2020; em 2019, ele havia dito não saber do paradeiro do ex-assessor. Em 21 de junho de 2020, anunciou que deixava a defesa de Flávio Bolsonaro no caso das 'rachadinhas'. Em julho de 2024, a PF o indiciou por associação criminosa e lavagem de dinheiro no inquérito das joias, por ter recomprado nos Estados Unidos, por US$ 49 mil, um relógio Rolex dado a Jair Bolsonaro pelo governo saudita; o relógio foi devolvido à União. O STF rejeitou pedidos da defesa para suspender a investigação. Em março de 2026, a PGR pediu o arquivamento do inquérito das joias, e o ministro Alexandre de Moraes cobrou parecer sobre material da PF relativo a Wassef. No fim de junho de 2026, Moraes abriu apuração separada e sigilosa sobre 'eventos fortuitos' encontrados no celular do advogado, com concordância da PGR, que disse não haver conexão desses elementos com o caso das joias.
- Situação de Frederick Wassef
- indiciado pela PF (julho de 2024) no inquérito das joias, sem denúncia; alvo de apuração separada e sigilosa aberta pelo STF (junho de 2026), sem acusação formal conhecida; nega irregularidades
- E Flávio?
- Wassef foi advogado de Flávio Bolsonaro no caso das 'rachadinhas' e reportagem de julho de 2026 ainda o descreve como advogado do senador. Flávio não é investigado no inquérito das joias nem na apuração separada, segundo as fontes consultadas; o conteúdo dessa apuração não foi divulgado. Em 2020, Flávio disse que a saída de Wassef da defesa foi decisão do advogado, contra a vontade dele, e elogiou sua lealdade. A defesa de Wassef afirma que a busca que apreendeu seu celular foi ilegal, por violar prerrogativas de advogado.
Fontes · 4
- IstoÉ · 2020 — Advogado Frederick Wassef deixa defesa de Flávio Bolsonaro ↗
- IstoÉ · 2025 — Wassef insiste em encerrar caso das joias no STF, mas Gonet é contra ↗
- Agência O Globo (reproduzido por Tribuna do Sertão) · 2026 — Moraes determina investigação a partir de conteúdo encontrado no celular de Wassef ↗
- Diário do Nordeste · 2020 — Investigado por 'rachadinhas', Fabrício Queiroz é preso em São Paulo ↗